O Braille é uma das ações que visam a inclusão de pessoas cegas na sociedade.
Você sabia? O sistema de comunicação em alto relevo foi desenvolvido por um jovem francês cego de apenas 15 anos, no século XIX. Entretanto o Braille somente foi reconhecido oficialmente em 1854, dois anos após a morte de seu fundador.

A data foi promulgada em 2018 pela ONU (Organização das Nações Unidas) e faz uma homenagem ao francês Louis Braille, criador do sistema de leitura e escrita tátil.
O método é composto por sinais gravados em alto relevo e possibilitam a comunicação de deficientes visuais. O Braille é uma das ações que visam a inclusão de pessoas cegas na sociedade. Dados da OMS (Organização Mundial de Saúde) apontam que existem cerca de 2,2 bilhões de pessoas com algum grau de deficiência visual no mundo.
No Brasil há diversos projetos que defendem a inclusão do Braille nas atividades diárias, como a PL que torna obrigatório o acesso a cardápios em Braille em bares e restaurantes de médio e grande porte. O Projeto de Lei foi aprovado pela Comissão de Assuntos Econômicos e aguarda ser sancionada pela Presidência.
Louis Braille
O francês, nascido em 1809, ficou cego aos três anos de idade ao sofrer um acidente na oficina de seu pai. A cegueira foi provocada por uma infecção que se alastrou para ambos os olhos. Apesar disso, o menino tinha grande facilidade em aprender apenas com os estímulos auditivos.
Devido à sua distinta inteligência, Braille recebeu uma bolsa de estudos para o Instituto Real de Jovens Cegos de Paris, onde aprendeu a ler as letras em alto relevo costuradas no papel. Aos 12 anos, o estudante cego conheceu Charles Barbier, que desenvolvera um método de comunicação tátil com pontos em relevo, produzidos por uma sovela. A técnica era utilizada por Barbier, capitão da artilharia francesa, para ensinar os soldados a lerem no escuro e se comunicarem de forma silenciosa. Louis Braille passou a estudar melhorias ao sistema, desenvolvendo uma linguagem eficiente para os cegos. Com apenas 15 anos de idade, o francês finalizou o método e passou a ensiná-lo no Instituto.